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Quatro perguntas que deve fazer antes de comprar um veículo elétrico

Quatro perguntas que deve fazer antes de comprar um veículo elétrico

Comprar um carro é sempre uma decisão que não se toma de ânimo leve. Há que colocar na balança as necessidades, as questões estéticas e, é claro, o orçamento. A mesma pessoa é capaz de fazer diferentes escolhas dependendo da idade ou do enquadramento familiar.

A verdade é que, quando entre as possibilidades está a aquisição de um veículo elétrico, há todo um outro nível de pormenor que tem de ser equacionado. É preciso fazer uma espécie de raio-x não só às nossas vontades e necessidades, mas também às nossas rotinas e, em última instância, à nossa personalidade. Um automóvel com estas características dá muito, mas também exige algo em troca, nomeadamente ao nível do planeamento. Por muito que a rede de carregamento esteja a crescer, não dá para sair de casa com a bateria no mínimo — como se faz com um veículo a combustão, neste caso com o depósito quase vazio — e fazer uma paragem de poucos minutos numa estação de serviço. É preciso alguma organização e, numa fase inicial, alguma paciência e adaptação. E, sobretudo, fazer quatro questões-chave e equacionar conjunturas antes da compra. Pôr tudo em perspetiva. 

1. Quantos quilómetros faço por dia?

Esta é uma das questões fundamentais, senão a maior. E, muitas vezes, uma falsa questão. Vários estudos mostram que os portugueses não fazem assim tantos quilómetros diários. Um dos mais completos (feito pelo ACP em 2018) mostra que três em cada quatro condutores usam o carro diariamente e cerca de metade faz entre 50 e 200 quilómetros por semana. E que 78% das deslocações ocorrem nos percursos entre casa e trabalho. Quer isto dizer que, tendo em conta a autonomia de grande parte dos modelos existentes no mercado, a maioria dos condutores poderia andar a semana toda só com um carregamento.

2. Faço mais quilómetros em cidade ou autoestrada?

Crescemos com a ideia de que os automóveis gastam mais combustível em cidade. E gastam. No caso dos veículos elétricos, não é bem. Em cidade e estradas nacionais, é possível poupar mais energia, uma vez que é possível usar as travagens para regenerar energia.

3. Faço muitas viagens longas?

Portugal é um país pequeno e com a maioria da população concentrada nos grandes centros urbanos, mas quase toda a gente tem família “na terra”. Se a terra ficar a 400 quilómetros e o carro tiver autonomia para 300, será preciso parar pelo caminho para recarregar.

Neste caso, é muito importante tentar escolher um modelo com uma autonomia que se adapta às necessidades ou, não sendo possível, planificar bem as viagens. Quem não tiver tempo, feitio ou disponibilidade para estas paragens pode não ser o cliente-tipo de um veículo elétrico. É uma questão de adaptação e de optar por um modelo híbrido.

4. Posso carregar em casa? E no trabalho?

O ideal é poder carregar a bateria em casa. É certo que nem toda a gente tem garagem e este facto pode ser um fator dissuasório, se bem que o mesmo estudo do ACP conclua que quase 70% dos portugueses têm um ou mais lugares de estacionamento por habitação.

Quer isto dizer que os restantes não podem ou não devem ter um veículo elétrico? Nada disso. Convém, isso sim, perceber quais os postos existentes junto a casa, trabalho e locais que se costuma frequentar com assiduidade.

Analisando em pormenor a rede, o nosso percurso diário e as nossas rotinas, é possível “multiplicar” as possibilidades de carregamento, seja em parques empresariais, estacionamento de restaurantes, hotéis ou até hipermercados. Ir às compras ou ao cinema e deixar o carro a carregar não é uma cena de filme, mas uma realidade cada vez mais comum.

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