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Os carros a gasolina e gasóleo vão acabar?

Os carros a gasolina e gasóleo vão acabar?

Ainda não, mas o futuro é mesmo dos elétricos.

Talvez tenham sido exageradas as notícias da morte imediata dos veículos com motor a combustão, mas não será exagero dizer que estes caminham para o fim e faz cada vez menos sentido ter e, sobretudo, comprar um automóvel movido a gasóleo ou gasolina. Todas as previsões apontam para um crescimento substancial e sustentado do recurso a veículos elétricos ao longo dos próximos anos. Um relatório da Bloomberg New Energy Finance projeta que, em 2025, os veículos elétricos irão constituir 10% das vendas globais de veículos de passageiros, devendo este número aumentar para 28% em 2030 e para 58% em 2040. Daqui a menos de 20 anos, portanto. Prevê ainda que, por essa altura, os veículos elétricos constituam 31% de todos os carros a circular na estrada, 67% dos autocarros municipais e 47% dos veículos de duas rodas. Aponta também que, em menos de uma década, os preços acabarão por se equivaler e, nalguns casos, serem mesmo inferiores.

Mas porquê esta mudança tão “repentina”? Porque o petróleo não é eterno e, acima de tudo, devido à necessidade de proteger o ambiente, o que levou a que os países e os construtores estejam pressionados para cumprir metas ambientais muito rígidas. A União Europeia, por exemplo, quer atingir a neutralidade nas emissões de carbono até 2050 e há multas pesadas para quem não cumprir. A nova norma Euro 7 (que deverá entrar em vigor em 2025 e tem como objetivo limitar a quantidade de poluentes que os motores dos veículos novos podem emitir) poderá significar a morte dos motores convencionais, incapazes que serão de cumprir todos os requisitos ambientais.

E muitos governos têm ajudado a acelerar esta transição. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou no final de 2020 que o Reino Unido vai proibir a venda de automóveis com motores a diesel e a gasolina a partir de 2030, dez anos mais cedo do que o previsto. Os veículos híbridos capazes de percorrer “distâncias significativas sem emitir dióxido de carbono” vão continuar à venda até 2035.

Escala mundial

Não se pense, contudo, que isto apenas acontecerá na União Europeia ou no denominado Ocidente. Segundo uma análise levada a cabo pela Carbon Tracker (grupo de reflexão que analisa e debate o impacto financeiro da transição energética), a transição verde que se tem vindo a verificar para veículos elétricos nos países emergentes, entre eles a China, pode levar a que a procura global de petróleo venha a diminuir cerca de 70% face ao previsto. Ainda que não de forma tão drástica como na Europa, estes países já estão a reduzir a sua dependência de petróleo, recorrendo cada vez mais a veículos elétricos, que vão ficando mais baratos à medida que o preço das baterias desce e a oferta aumenta. O estudo conclui que estes países, entre importar petróleo a preços dispendiosos e aumentando a dependência do exterior ou recorrer a eletricidade gerada internamente através de fontes renováveis e a preços mais baixos, escolham a segunda opção, levando assim ao declínio da “era do petróleo”.

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