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Na rede de carregamentos chegou a vez dos privados

Na rede de carregamentos chegou a vez dos privados

A mobilidade elétrica coletiva é um dos objetivos do governo, que quer chegar a 2030 com um terço das cidades com mobilidade terrestre elétrica coletiva individual, passageiros e mercadorias.

Na abertura da Electric Summit, João Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Transição Energética, fez um balanço positivo da mobilidade elétrica, “tanto no que representa a penetração dos veículos elétricos no conjunto do mercado português, seja na evolução da oferta de carregamento”.

Tudo começou com um projeto lançado pelo governo Sócrates que depois foi interrompido pelo governo Passos Coelho e que retomado pelo atual governo, liderado por António Costa. “Retomar é sempre mais complexo do que continuar em velocidade de cruzeiro”.

Especificou que quando se refere ao elétrico inclui as baterias, mas também o hidrogénio, que, na sua opinião, “vai ser uma ótima forma de energia sobretudo para o transporte coletivo”. Recordou que há três anos e meio, no primeiro programa com fundos comunitários para comprar autocarros de elevadas performances ambientais, apoiavam autocarros elétricos e a gás natural, que tem emissões semelhantes ao gasóleo, mas não tem partículas e para o ar natural das cidades é melhor.

Mais hidrogénio

Nessa altura apenas 10% dos veículos financiados eram elétricos. Um ano e meio depois no novo programa 45% dos veículos já eram elétricos. Nas próximas ações no valor de 90 milhões, no âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), “só vamos apoiar autocarros elétricos e a hidrogénio e os sistemas de carregamento de hidrogénio porque o ideal é que seja produzido onde é carregado”, disse João Matos Fernandes.

Salientou que uma das empresas de proa no mundo na fabricação de autocarros elétricos e de hidrogénio é a Caetano Bus, “que ganhou muitos destes concursos e espero que se continue a manter muito competitiva”, e que a Mitsubishi faz pequenas camionetas eletricas de carga no Tramagal.

João Matos Fernandes lembrou que no âmbito do PPR mais de mil milhões de euros são para a mobilidade sustentável, o que é um investimento muito grande no desenvolvimento de redes de transporte coletivo e no apoio de projetos de menor dimensão para a mobilidade sustentável e ativa.

Para João Matos Fernandes está concluída a rede piloto com pouco mais de 2 mil postos de carregamento pelo país mas com uma concentração maior nas áreas metropolitanas. Além destes tem havido novos postos promovidos por outras entidades privadas como postos de abastecimento, hipermercados, marcas, condomónios.

A partir de agora, cabe ao mercado desenvolver a rede de postos de carregamento mantendo sempre com a estrutura da Mobi-E, que é uma vantagem porque funciona com um só cartão, que permite carregar pagando em qualquer posto de carregamento, independentemente com quem tem contrato.

A “guerra” dos apoios

As marcas queixam-se de incentivos aos carros elétricos serem ainda insuficientes, mas João Matos Fernandes disse que a sua queira era “os preços com que as marcas estão a vender os carros elétricos. Estou sinceramente convencido que a tecnologia permite banalizar esse preço e poder fazer com que os preços de venda sejam mais reduzidos”.

Há um apoio de 4 milhões de euros anuais desde 2020, mas à medida que a quota de mercado dos veículos elétricos aumenta, é natural que estes apoios decresçam e se foquem nas pessoas singulares. Existem 2,1 milhões de euros para apoiar 700 veículos. Vão ser reforçados em 900 mil euros os apoios para a aquisição de veículos ligeiros de mercadorias elétricos para as empresas.

“Deixamos de apoiar a aquisição de veículos ligeiros para as empresas, porque  podem deduzir o IVA, o custo da manutenção de um carro elétrico é menor e  o quilómetro é mais barato, menos 15 a 20% do quilómetro em combustível fóssil. Já há soluções comparáveis de carros elétricos que são objetivamente mais baratos do que os veículos a combustão se pensarmos no seu período médio de utilização, que são três ou quatro anos. Para os particulares isso não acontece porque não podem deduzir o IVA”, afirmou João Matos Fernandes.

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