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Investir para poupar

Investir para poupar

No segmento médio familiar, já é mais barato ter um veículo elétrico do que um modelo a gasóleo ou a gasolina.

Os automóveis elétricos continuam a gerar desconfiança em muitos automobilistas e potenciais compradores. A teoricamente fraca autonomia dos modelos e uma rede de carregamento insuficiente estão entre os maiores receios. E, é claro, os preços. São vistos como um investimento dispendioso, uma espécie de devaneio apenas ao alcance de pessoas endinheiradas ou ambientalistas que sonham em mudar o mundo, mas que não sabem fazer contas à vida.

Os estudos estão aí para provar que a opção por este tipo de veículos há muito deixou de ser apenas uma questão de ideologia, personalidade ou estatuto e pode ter um impacto direto no orçamento mensal das famílias. Um dos mais recentes e exaustivos é o LeasePlan Car Cost Index 2020. A empresa de renting fez uma análise comparativa entre os custos de propriedade e utilização de veículos elétricos face aos motores a gasóleo e gasolina e concluiu que, no segmento médio familiar, os primeiros podem sair cerca de 219 euros mais baratos. Por mês.

Como é que se chegou a este valor? Tendo em linha de conta a média dos custos dos primeiros quatro anos do veículo – presumindo-se uma quilometragem anual de 30.000 km e critérios como combustível, desvalorização, impostos, seguro e manutenção. Ser proprietário de um carro familiar elétrico em Portugal custa assim 811 euros por mês, 910 euros se for a gasóleo e 1.030 euros se for a gasolina. É fazer as contas.

O estudo contemplou 18 países europeus e garante que em 14 deles é benéfico optar por um veículo elétrico no popular segmento médio familiar, nomeadamente na Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido. Se em Portugal manter um elétrico familiar tem um custo de 811 euros, em França o custo mensal sobe para os 840 euros, 845 euros na Suécia, 918 euros no Reino Unido, 930 euros em Espanha, 938 euros na Alemanha, 942 euros nos Países Baixos e 945 euros em Itália.

O custo mais elevado do gasóleo e da gasolina, o cada vez maior número de subsídios e vantagens fiscais disponíveis para veículos elétricos; e a tributação mais elevada para efeitos de registo e circulação, especialmente no caso do gasóleo, são algumas das razões apontadas pela LeasePlan para esta tendência de diminuição de custos, crescimento e consequente e valorização dos veículos elétricos.

Tex Gunning, CEO da empresa, afirma que começa também a assistir-se ao desenvolvimento de um forte mercado de veículos elétricos em segunda mão, veículos de qualidade. Garante ainda que apostar nesta área “é o melhor investimento que os governos podem fazer, uma vez que os elétricos são bons para os condutores, para a qualidade do ar e uma das formas mais eficazes de combater as alterações climáticas”.

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