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O que é a mobilidade sustentável?

O que é a mobilidade sustentável?

Os termos e conceitos ligados à sustentabilidade são muitos e, não raras vezes, partilhados e repetidos sem que se perceba o seu real impacto ou significado. O que é, afinal, a mobilidade sustentável?

Para falar de mobilidade sustentável, convém primeiro saber o que significa sustentabilidade. Por sustentabilidade entende-se a capacidade de satisfazer as nossas necessidades (no presente) sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas. Simples, não é? A verdade é que não temos sido bem-sucedidos nesta tarefa. No ano passado, esgotámos o orçamento planetário de recursos biológicos para 2021 a 29 de julho, data a partir da qual começamos a viver crédito. Estamos a viver a crédito, pelo menos em défice, desde 1970. A sobrecarga ocorre quando a pressão humana excede a capacidade de regeneração dos ecossistemas naturais e, segundo a Global Footprint Network, que calcula e patrocina o Dia da Sobrecarga da Terra, a humanidade usa mais de 74% de recursos naturais do que os ecossistemas do planeta conseguem regenerar.

Os números são pouco animadores, independentemente do ângulo por onde se analise. A área da mobilidade não é exceção. Os transportes são responsáveis por quase 30% das emissões de dióxido de carbono na União Europeia, em que 72% vêm dos transportes rodoviários. É aqui que entra a mobilidade sustentável. A mobilidade sustentável é um modelo de organização de transporte que procura ter o mínimo impacto ambiental. Uma mobilidade cujo meio de transporte consome menos energia e, em simultâneo, produz menos poluição por quilómetro percorrido. Conceito igualmente simples de compreender e que só nos últimos anos chegou em força à agenda mediática, mas que estava já presente no Relatório Brundtland — O Nosso Futuro Comum, de 1987, documento elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (criada pela ONU) e presidida por Gro Harlem Brundtland, à data primeira-ministra da Noruega.

Levar este conceito à prática é, naturalmente, mais difícil do que o descrever, sobretudo numa sociedade tão dependente do meio de transporte próprio. Pedro Nunes, da Associação Zero, defende que o desígnio tem de ser sempre coletivo. Aumentar a compra de carros elétricos e diminuir os níveis de emissões dos transportes públicos não basta, é também imperioso reduzir o número de automóveis em circulação e a sua utilização. “Tal envolve a expansão e a melhoria do transporte público, incluindo transporte público on-demand, incentivos ao teletrabalho e políticas criativas no estacionamento automóvel, na promoção dos modos suaves de mobilidade, na mobilidade partilhada, na fiscalidade dos combustíveis, nos subsídios à utilização de transporte público, e na utilização das vias de rodagem e gestão dos congestionamentos”, defende. Soluções de mobilidade partilhada ou suave, tais como as bicicletas elétricas, trotinetes e, é claro, as bicicletas convencionais, são outras das opções que se enquadram na mobilidade sustentável. Tal como modelos de carsharing — aluguer por curtos períodos de tempo através de plataformas eletrónicas — ou o carpooling, partilha de veículo com pessoas que têm o mesmo destino. Duas formas de mobilidade que cresceram muito na última década e que sofreram um forte revés durante os últimos dois anos, uma vez que muitos dos utilizadores tinham receio de contrair o vírus.

Com maior ou menor dificuldade, a pandemia acabará por passar, já o conceito de mobilidade sustentável fará cada vez mais parte do nosso dia a dia. E entrou, definitivamente, na agenda política e das empresas.

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